segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Anda um pobre a investir todas as suas poupanças num fundo de investimento para agora “o Ali Babá e os quarenta ladrões” ficar com elas.

É a realidade actual, os bancos perdem cada vez mais credibilidade, hoje foi-me provado isso mesmo com uma situação que presenciei na agência do Banco Santander Totta em Arco de Baúlhe, um cliente que terá sido aconselhado por um funcionário dessa agência a mudar de produto de investimento, argumentando que era um produto de excelência com cotação a 5.3234, levou este a investir todas as suas poupanças nesse produto e de um mês para o outro perdeu 2.952.62 €.

Ora o banco tem por obrigação fornecer a informação completa ao cliente na altura de subscrever qualquer produto financeiro, isso não aconteceu, é-se iludido com supostos ganhos para levar a cometer o erro e no final é este o resultado. Não só perdeu de ganhar a taxa de juro que lhe prometera o funcionário, como também perdeu capital investido no tempo todo de subscrição desse fundo.

O que lhe não foi dito, é que, ao subscrever aquele produto, isso teria oscilações conforme cotação na bolsa que agora está em queda livre. Portanto senhor investidor, informe-se bem antes de fazer um investimento, e se por acaso deseja investir o seu dinheiro num depósito a prazo;

  • Invista num produto que lhe garanta o capital.
  • Não invista em produtos que estejam ligados às oscilações da bolsa se por acaso preveja que vai precisar desse dinheiro a curto prazo.
  • Informe-se bem antes de ir na conversa dos bancários, lembre-se que eles são empregados do banco, por isso fazem o que o “patrão” manda e isso implica que o banco está ali para ganhar dinheiro, não para dar.

Neste caso o cliente, ao não ser informado, foi roubado indirectamente, a quem vai atribuir a responsabilidade? Fica sem o dinheiro que se lixa.

“Não esqueçamos pois, uma outra regra inflexível,
Quando muitos perdem muito,
há sempre alguns que ganham imenso!”
“A crise é crise, mas não tanto que não seja magnífica para alguns” (In: Luís Filipe Ardérius)

4 comentários:

Paulo Vieira disse...

O funcionário devia ter esclarecido o cliente do funcionamento do produto. Mas como quaquer outro vendedor que o é pois está ali a vender um produto financeiro, enaltece os pontos positivos e esquece os pontos negativos.

O cliente por sua vez deveria ter lido bem o contrato antes de o subscrever o produto.

Anónimo disse...

Boa tarde!
a mim nessa vila tão ilustre já meaconteceu um caso caricato quando depositei o cheque do meu ordenado mas este nunca mais aparecia na conta à ordem depois de sucessivas consultas.
decidi ver o que se passava e questionei o funcionário do banco e ele disponibilizou-se e foi verificar quando para meu espanto o cheque foi depositado novamente na conta do meu patrão. Mai caricato ainda foi ele ter-me pedidi para pedir novamente o cheque ao meu patrão contando-lhe o sucedido. Agora eu pergunto, o que aconteceria se eu não estivesse atento. trabalharia um mês gratuito para o patrão ou para o empregado do banco?
Boa meu caro gostei do seu blog virei mais vezes cá.

Repórter Amador disse...

Pois é Paulo, mas nós sabemos que a agência, nomeadamente os funcionários, têm uma relação estreita com os clientes e daí haver um excesso de confiança.
O bancário propõe e o cliente confia e na altura de mudar de produto nem sequer é apresentado contrato algum.
Depois há um grande aproveitamento da ingenuidade das pessoas, estas não possuem os conhecimentos necessários para acompanhar minimamente a bolsa como deveria ter sido feito neste caso. Mas isso também não lhe foi informado.

João Neves disse...

As notícias que tem vindo a publico nas últimas semanas na área das finanças e economia, tem sido assustadoras para a maior parte de nós. Qual é afinal a origem de tudo isto?
Tudo começou com a crise do mercado imobiliário americano, o chamado “subprime”, um tipo de crédito à habitação muito utilizado por lá. Destinava-se a uma faixa de população de baixos recursos e com situação económica instável, sendo que a única garantia exigida nestes empréstimos é o imóvel. Como estes empréstimos são de maior risco, então tem juros maiores. Assim, são atractivos para fundos imobiliários e para bancos que procuram melhores retornos. Vendo isto, os bancos credores deste tipo de financiamento emitiram títulos sobre estes créditos e venderam-nos em mercado. Deste modo, ao comprar títulos das instituições bancárias que fizeram o primeiro empréstimo, permitiram a estas que se possa efectuar um novo empréstimo, antes mesmo do primeiro estar pago. Gera-se assim uma corrente de venda de títulos que é colocada quer em bolsa, quer em produtos financeiros colocados pelos bancos aos seus clientes.Neste caso em particular sem a informação devida.