segunda-feira, 12 de maio de 2008

As crianças não esquecem

Há uns anos atrás, numa altura que os “professores faziam o que lhes bem entendia” passou-se um caso que me foi contado na primeira pessoa.

Na altura, menino franzino, o Zé estudava as primeiras letras do abecedário na escola primária de Arco de Baúlhe… com uma educação muito rígida, era muito pacifico e não reagia a provocações por parte dos colegas,

Num dia de aulas a professora deu ordem para os alunos irem para a sala de aula e se sentarem, estes correram para os seus lugares… o menino Zé ao chegar ao seu lugar, um “colega” ocupou as duas cadeiras impedindo-o de se sentar no seu lugar.

Como não queria conflitos, o menino ficou ali de pé esperando que o colega o deixasse sentar, nisto sente uma grande bofetada vinda de trás dele e uma voz dizendo: “- senta-te!”.

Era a professora que nem sequer reparou que o colega lhe estava a tapar a cadeira, e sem pedir justificação ao menino e o castigou sem razão.

A pessoa que contou esta história diz que ainda hoje lhe dói essa bofetada e a atitude do colega que originou essa passagem.

7 comentários:

Manuel S. Pereira disse...

e com que objectivo é que esta história é publicada? Não consegui perceber! Será que os professores são os maus da fita? Ou será que são os alunos? Ou será que o problema da indisciplina está no sistema permissivo e sem autoridade em que cada um faz o que lhe dá na "real gana" e nas leis emanadas do Ministério da Eduacação?

Anónimo disse...

Os professores da velha guarda faziam o que bem entendiam fora e dentro da sala de aula com os alunos, por vezes descarregavam nestes frustrações e nervos provenientes das suas vidas pessoais, agredindo-os barbaramente. São muitas as estórias com 10, 20, 30 anos que ainda hoje são contadas, em certas aulas com determinados professores (que bem conhecemos)a agressão e o clima de terror eram uma constante.
Hoje em dia pagam uma factura daquilo que fizeram no tempo em que se julgavam intocáveis.

Anónimo 2 disse...

Pois o problema está nos professores. Esses é que são maus e criminosos. Ora a família e os paizinhos não têm culpa nenhuma, dos filhinhos muito educadinhos em casa, virem para a escola insultar e mesmo agredir professores. E há casos na região de basto!!!!!!

Anónimo disse...

Pois eu agora com vinte e poucos anos licenciado, cheguei a sofre na pele muita das furias do professores que descarregavam nos alunos certamnete os seus insucessos sociais, posso dizer que muito depois do 25 de abril por volta dos anos 90 e poucos kuando andava na primaria desde ficar preso na sala de aula por uma professora que não gostava do meu pai ate outra professora me chamar rinosseronte pelo barulho que eu fazia ao respirar devido aos meus problemas respiratorios dos quais não tinha culpa nenhuma e dizem que as crianças são crueis e neste caso os meus colegas nao percebiam o porque da professora ficar tão incomodada visto a minha respiração um pouco ofegante passar despercebida a maioria das pessoai normais que nao sentiam a necessedidade de mostrar autoridade agressiva aos alunos. E a ultimo caso que passei foi um professor que tendo eu ferimentos graves nas duas mãos depois no periodo de recuperação tendo as mãos imobilizadas pelas muitas ligas o Sr meretissimo professor chegou ao cumulo de por belo prazer colocar-me os braços estendidos e ter de segurar uma cadeira em cima deles mas claro como estava magoado tinha a gentileza de colar uma dakelas kadeiras pekenas de criança ja que aos meus colegas eram cadeiras das grandes. E não comparo os professores de hoje aos de a 10/20 anos atras porque hoje a formação civica é outra mas agora os que tem maior formação civica estam a pagar os excessos dos antigos. ha e eu em toda a minha vida tive um recado dos professores para os meus pais por isso acho que nao seria castigado por ser mal comportado. então a culpa seria minha? da minha familia? ou da grade estupidez e falta de paciencia dos professores e necessidade de mostrar autoridade? Não me identifico porque tenho vergonha de ter sido aluno de pelo menos um professor que anda na praça publica de cabeceiras já que a outra professoras não são de cá!

não me identifico disse...

*o unico recado que tive na vida academica para os meus pais foi de não puder ir aos antigos campeonatos interescolas do nosso concelho porque estava magoado nas mãos visto que como não pudia participar então fui posto de parte na qual nem direito a um lugar no auto carro tive para poder pelo menos ver os meus colegas a participar! Os meninos de cidade não sabem o que era a vida das aldeias

nao me identifico disse...

* o sr professor era o rei la da aldeia, fazia o que queria e bem lhe apetecia

Anónimo disse...

Acredito a 100% do que disse o anónimo anterior, eu também tinha muitas histórias para contar dos tempos da minha primaria e telescola, passaram-se algumas comigo das quais eu não tinha culpa, mas a que vou contar aconteceu com uma colega minha.

Um dia quando o professor (que até tinha nome de animal) estava a dar uma aula e a escrever no quadro, quando uma aluna mal comportada nessa aula estava a desrespeitar o professor e também os alunos fazendo barulho com mais uma colega, o que era e é normal entre as crianças.
O professor já tinha avisado a aluna para se calar, ela calou-se, mas entretanto como o professor estava a escrever no quadro ela recomeçou a conversa com a colega.

Entretanto, com espanto de todos os alunos, o professor pega na régua de madeira (aquela que servia para bater nos alunos e lhe por as mãos a arder) e atira-a à aluna acertando-lhe em cheio na testa provocando-lhe um golpe na testa.

O professor, atrapalhado, pega de imediato na aluna cheia de sangue pela cara abaixo e sai da sala.

Certamente, foi ao hospital com ela e convencendo-a a não dizer como realmente se passou.
A aluna merecia um castigo, mas não esse.


Eu pessoalmente não tenho queixas desse professor, mas que os professores tinham a mania de bater, tinham.
Os alunos antigamente até tinham medo de responder às perguntas dos professores.
Salvo aqueles que eram filhos de papá que os professores nunca lhe punham as manápulas.